Dificuldade para Engravidar: Quando Investigar a Infertilidade Feminina 

casal na faixa dos 30 anos lidando com a infertilidade

O desejo de constituir uma família e vivenciar a gestação é uma das aspirações mais profundas para muitos casais. No entanto, a jornada da concepção nem sempre segue um caminho direto. A infertilidade, uma condição que afeta milhões de casais em idade reprodutiva, representa um desafio emocional e físico significativo. 

Quando a gestação não ocorre após 12 meses de tentativas sem o uso de contraceptivos, é fundamental que a infertilidade feminina e masculina seja investigada com o apoio de um especialista. A precocidade na avaliação é crucial, especialmente devido à influência da idade na reserva ovariana.

O que é Infertilidade Feminina e a Linha do Tempo da Investigação 

​A Organização Mundial da Saúde (OMS) define infertilidade como a incapacidade de engravidar após um ano de relações sexuais regulares e sem proteção. 

Todavia, esse prazo é reduzido para seis meses quando a mulher tem mais de 35 anos, ou se o casal já possui fatores de risco conhecidos, pois a fertilidade feminina declina acentuadamente após os 35 anos, assim como a qualidade dos óvulos. 

A condição pode resultar de alterações hormonais, anatômicas ou funcionais, tanto isoladas quanto associadas, e por isso a investigação deve ser sempre do casal.

​A Importância da Idade na Fertilidade 

​A idade é, sem dúvida, um dos fatores mais críticos na fertilidade feminina. Isso porque a mulher nasce com uma reserva ovariana finita, e essa reserva diminui progressivamente com o tempo. 

Além disso, com o avanço da idade, aumenta a incidência de alterações cromossômicas nos óvulos, o que reduz a chance de implantação e aumenta o risco de aborto espontâneo. 

Portanto, a idade superior a 35 anos é um fator que impõe uma investigação mais imediata.

Principais Causas de Infertilidade Feminina 



Diversos fatores podem interferir nos eventos que culminam na fertilização e implantação. Afinal, o processo exige um ovário funcional, trompas permeáveis e um útero apto a receber o embrião. Dessa forma, as causas podem ser divididas em categorias principais:

Fator Ovariano/Ovulatório: Patologias como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), Insuficiência Ovariana Primária (IOP) ou distúrbios da tireoide e Prolactina resultam em irregularidade menstrual e anovulação (ausência de ovulação), o que impede a liberação do óvulo.

​Fator Tubário: Envolve a obstrução ou lesão nas trompas, geralmente provocada por Doença Inflamatória Pélvica (DIP) ou endometriose. O impacto direto é impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide e a passagem do embrião para o útero.

Fator Uterino: Alterações como miomas (principalmente os submucosos), pólipos endometriais ou aderências intrauterinas (Síndrome de Asherman) afetam a receptividade do endométrio para a implantação embrionária.

​Fator Peritoneal/Endometriose: A endometriose pélvica e peritoneal causa inflamação, aderências e distorção da anatomia pélvica, comprometendo a qualidade do óvulo e a função tubária.

Idade Avançada: Este fator provoca a diminuição da reserva ovariana e da qualidade dos óvulos, o que reduz a taxa de sucesso de concepção natural e assistida.

​O Momento Certo de Procurar Ajuda: A Consulta com o Especialista 

​A avaliação médica com um especialista é o passo mais importante. Portanto, essa busca deve ser feita quando:

. ​O casal tenta engravidar há mais de 12 meses sem sucesso. (Para mulheres com menos de 35 anos).

. ​A mulher tem ciclos menstruais irregulares ou ausência de menstruação, pois isso sugere disfunção ovulatória.

. ​Há histórico conhecido de endometriose, infecções pélvicas ou cirurgias uterinas, já que são fatores de risco conhecidos.

. ​A idade da mulher ultrapassa 35 anos (Inicia-se a investigação após 6 meses de tentativas).

. ​Existem sintomas persistentes como dor pélvica crônica, sangramento anormal ou secreções.

​Dessa forma, buscar ajuda precocemente permite identificar as causas, iniciar o tratamento adequado e, o que é mais importante, otimizar as chances de concepção.

​Etapas da Investigação da Infertilidade

​A investigação da infertilidade deve ser realizada de forma sistemática e simultânea no casal. Em primeiro lugar, o ginecologista inicia com uma entrevista detalhada sobre o histórico menstrual, hábitos de vida e doenças prévias. Além disso, o histórico do parceiro e a frequência das relações sexuais são cruciais para o diagnóstico.

​Os exames complementares são solicitados para avaliar os principais fatores de infertilidade. A avaliação hormonal e da reserva ovariana inclui dosagens hormonais como FSH, LH, Estradiol e Prolactina, que são feitas no início do ciclo. 

​A ultrassonografia transvaginal permite a avaliação da morfologia uterina, a contagem de folículos antrais (CFA – marcador da reserva) e a detecção de patologias como miomas, pólipos e endometriomas. 

Para a avaliação tubária, a histerossalpingografia (HSG) é o exame de rastreio utilizado para verificar a permeabilidade das trompas. Contudo, em casos de forte suspeita de endometriose ou aderências, a videolaparoscopia diagnóstica é reservada para confirmação e, se possível, tratamento cirúrgico imediato. 

Para uma avaliação mais detalhada da cavidade uterina, a histeroscopia diagnóstica pode ser utilizada para diagnosticar e remover pólipos ou miomas submucosos.

​Caminhos para a Concepção 



​Após a identificação da causa, o tratamento é individualizado. Desse modo, as opções variam de intervenções clínicas a técnicas de alta complexidade.

A correção hormonal pode ser utilizada para regular o ciclo e estimular a ovulação, especialmente em casos de SOP ou disfunção tireoidiana. As cirurgias minimamente invasivas são aplicadas na remoção de miomas, pólipos ou na excisão de focos de endometriose.

​Quando o tratamento clínico falha, ou a causa é mais complexa, são consideradas as técnicas de reprodução assistida. A Inseminação Intrauterina (IIU) é recomendada para infertilidade sem causa aparente (ISCA) ou fator masculino leve, e envolve a injeção de sêmen preparado diretamente no útero. 

A Fertilização in Vitro (FIV) é uma das principais indicações para fator tubário, fator masculino grave, baixa reserva ovariana e falha de tratamentos de menor complexidade.

​Em todos os casos, a abordagem deve ser ética, transparente e baseada em evidências científicas, sem promessas de resultados, respeitando os limites biológicos e emocionais do casal.

​Aspectos Emocionais e a Abordagem Multidisciplinar 



​A jornada da infertilidade pode ser emocionalmente desgastante. Nesse sentido, sentimentos de ansiedade, frustração, luto e culpa são frequentemente relatados. 

Por isso, o apoio psicológico é um componente essencial do tratamento. Além disso, a integração de uma equipe multidisciplinar pode melhorar o equilíbrio emocional, a adesão às terapias e a saúde geral do casal. 

O caminho para a maternidade pode ser longo, mas com o acompanhamento correto, o casal pode ser assistido em todas as suas necessidades.

Informação e Esperança no Caminho da Fertilidade



Investigar a infertilidade é um gesto de coragem e um passo fundamental rumo à realização do sonho de formar uma família. Identificar as causas da dificuldade para engravidar permite ao especialista traçar estratégias personalizadas. 

O Dr. João Koslov, com ampla experiência em Reprodução Humana, tratamento da endometriose e acompanhamento de casais com infertilidade, realiza uma avaliação completa, que inclui exames diagnósticos, monitoramento hormonal e definição de abordagens terapêuticas individualizadas.

Lembre-se: compreender o funcionamento do seu corpo e receber orientação de um profissional experiente são passos decisivos para cuidar da sua saúde reprodutiva com responsabilidade e confiança.

Para mais informações, entre em contato.

Dr. João Koslov
CRMPR 32.476 I RQE 26337